segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O clássico "Memória e sociedade" de Ecléa Bosi e as lembranças da Alameda Barros


A cidade de São Paulo possui farta bibliografia sobre seus bairros e ruas, nossa região de Santa Cecilia não é diferente. Aqui um livro que cita passagens sobre nossa rua, do nosso edifício durante boa parte do século XX.

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Segue aqui um trecho do depoimento D. Lavínia, moradora de Santa Cecilia na virada entre os séculos XIX e XX, para a pesquisa da Professora Ecléa Bosi (Instituto de Psicologia da USP).

Íamos a pé para a escola da Praça: da Alameda Barros até a Martim Francisco, andávamos por um trilho aberto no mato. Depois da Martim Francisco as ruas eram calçadas. O Largo do Arouche era só de casas residenciais. p. 218.

Outra personagem real entrevistada por Ecléa Bosi é D. Brites.

Papai construiu a casa da Rua Barão de Tatuí, esquina com a Alameda Barros, em 1905, para onde nos mudamos e ficamos até 1926. (...) A nossa casa era de tijolinhos vermelhos, seis janelas. As janelinhas do porão eram mais altas que a rua. Quando a Prefeitura calçou e aterrou a Alameda Barros para nivelar com a Angélica a nossa casa ficou enterrada. Ela tinha um jardim do lado, muito lindo; na porta do terraço, uma roseira vermelha que viveu mais de quarenta anos. (p. 233).