A cidade de São Paulo possui farta bibliografia sobre seus bairros e ruas, nossa região de Santa Cecilia não é diferente. Aqui um livro que cita passagens sobre nossa rua, do nosso edifício durante boa parte do século XX.

Segue aqui um trecho do depoimento D. Lavínia, moradora de Santa Cecilia na virada entre os séculos XIX e XX, para a pesquisa da Professora Ecléa Bosi (Instituto de Psicologia da USP).
Íamos a pé para a escola da Praça:
da Alameda Barros até a Martim Francisco, andávamos por um trilho
aberto no mato. Depois da Martim Francisco as ruas eram calçadas. O
Largo do Arouche era só de casas residenciais. p. 218.
Outra personagem real entrevistada por Ecléa Bosi é D. Brites.
Papai construiu a casa da Rua Barão de Tatuí, esquina com a Alameda Barros, em 1905, para onde nos mudamos e ficamos até 1926. (...) A nossa casa era de tijolinhos vermelhos, seis janelas. As janelinhas do porão eram mais altas que a rua. Quando a Prefeitura calçou e aterrou a Alameda Barros para nivelar com a Angélica a nossa casa ficou enterrada. Ela tinha um jardim do lado, muito lindo; na porta do terraço, uma roseira vermelha que viveu mais de quarenta anos. (p. 233).